O naufrágio do San Pedro de Alcântara durante anos preencheu o imaginário de muitos. Hoje, graças ao trabalho de várias equipas de onde se destaca o casal Luisa e Jean Yves Blot, sabe-se muito sobre este episódio que marcou a história dos naufrágios na costa portuguesa.
Foi no dia 2 de Fevereiro de 1786 que o galeão espanhol denominado San Pedro de Alcantara, terminou abruptamente a sua viagem de regresso a casa na zona costeira de Peniche. O navio, que naufragou junto aos rochedos da península Papoa, era proveniente do Peru, tinha como destino Cádis. Nele viajavam quatro centenas de pessoas, entre espanhóis e prisioneiros incas, envolvidos numa revolta contra a potencia ocupante, alguns anos antes, encabeçada por célebre chefe inca Tupac Amaru que não morreu neste acidente.
Muitos foram os que se salvaram e Jean-Baptiste Pillement, pintor francês da moda em meados do século XVIII, fixou para a história as imagens do que terá sido o salvamento de alguns dos passageiros.
Sobre este aparatoso naufrágio, os participantes na Semana Tanto Mar, vão descobrir todos os segredos.
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