
Depois da experiência de manobra do barco foi tempo dos jovens ficarem a conhecer o órgão da Marinha Portuguesa que torna estas navegações seguras. O Instituto Hidrográfico é a única estrutura em Portugal que monitoriza permanentemente o mar, efetuando a medição e descrição das características físicas das zonas aquáticas, assim como a previsão destas ao longo do tempo. Assim sendo, o seu trabalho desenvolvido é essencial para a segurança, eficiência e sustentabilidade de todas as atividades que se desenvolvem em relação com o mar. Para além da sua vertente cartográfica, o Instituto Hidrográfico também se encarrega, entre outras atividades, do estabelecimento de rotas de navegação e da divulgação diária de informações sobre várias variáveis marítimas, constituindo a maior base de dados nacional sobre o mar. 
Depois da apresentação das funções do Instituto chegou a altura de visitar o NRP D. Carlos I, um dos navios hidrográficos onde são realizadas as missões de investigação e a manutenção dos recursos do Instituto Hidrográfico. A bordo do navio, os jovens visitaram a ponte, com os seus equipamentos para comando do barco, o parque de botes, zona com os botes que são usados em algumas tarefas e também em caso de socorro a náufragos, a casa de comando a ré, utilizada para manobras em que há necessidade de ter visibilidade para a ré e a zona das gruas, a ré, utilizadas para manutenção de bóias do Instituto Hidrográfico, e do guincho, utilizado nas sondagens. Depois de almoço o grupo "embarcou" a caminho de Lisboa para uma tarde passada em Belém. Começando pelo Museu de Marinha o grupo fez uma viagem pela História da navegação em Portugal. Desde os Descobrimentos à actualidade, não esquecendo a vertente do tráfego fluvial e da pesca, foi possível ver modelos de embarcações e trajes, bem como outros objetos ligados à vida marítima. A visita terminou no Pavilhão das Galeotas que alberga várias destas embarcações, em tamanho real, e também algumas embarcações tradicionais, tais como o valboeiro do Douro, o moliceiro de Aveiro ou a netinha da Nazaré. 
Já no Planetário Calouste Gulbenkian, numa sala escura, o tecto iluminado por um conjunto de equipamentos que representam o céu noturno com grande precisão e detalhe, os jovens foram conduzidos pela História da relação do Homem com a astronomia. De volta à Escola Naval e depois de jantar ainda houve tempo para ver o filme "Eram Duzentos Irmãos" cuja história de ficção se desenrola na Escola Naval e que tem como personagens cadetes e oficiais da Marinha.

