sábado, 13 maio 2017 20:08

O presente e o passado da Marinha Portuguesa

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Neste segundo dia da Semana Tanto Mar, dividido entre Lisboa e o Alfeite, os 50 jovens viajaram pelo passado da Marinha, ficaram a conhecer um dos seus órgãos atuais e ainda tiveram oportunidade de agarrar no leme. Logo pela manhã os participantes deslocaram-se até às salas de simuladores da Escola Naval. Aqui puderam participar numa simulação na qual tinham de manobrar um barco pelas águas do Tejo, passando por baixo da ponte 25 de abril e até enfrentando condições adversas, como uma tempestade e águas agitadas.

Depois da experiência de manobra do barco foi tempo dos jovens ficarem a conhecer o órgão da Marinha Portuguesa que torna estas navegações seguras. O Instituto Hidrográfico é a única estrutura em Portugal que monitoriza permanentemente o mar, efetuando a medição e descrição das características físicas das zonas aquáticas, assim como a previsão destas ao longo do tempo. Assim sendo, o seu trabalho desenvolvido é essencial para a segurança, eficiência e sustentabilidade de todas as atividades que se desenvolvem em relação com o mar. Para além da sua vertente cartográfica, o Instituto Hidrográfico também se encarrega, entre outras atividades, do estabelecimento de rotas de navegação e da divulgação diária de informações sobre várias variáveis marítimas, constituindo a maior base de dados nacional sobre o mar.

Depois da apresentação das funções do Instituto chegou a altura de visitar o NRP D. Carlos I, um dos navios hidrográficos onde são realizadas as missões de investigação e a manutenção dos recursos do Instituto Hidrográfico. A bordo do navio, os jovens visitaram a ponte, com os seus equipamentos para comando do barco, o parque de botes, zona com os botes que são usados em algumas tarefas e também em caso de socorro a náufragos, a casa de comando a ré, utilizada para manobras em que há necessidade de ter visibilidade para a ré e a zona das gruas, a ré, utilizadas para manutenção de bóias do Instituto Hidrográfico, e do guincho, utilizado nas sondagens. Depois de almoço o grupo "embarcou" a caminho de Lisboa para uma tarde passada em Belém. Começando pelo Museu de Marinha o grupo fez uma viagem pela História da navegação em Portugal. Desde os Descobrimentos à actualidade, não esquecendo a vertente do tráfego fluvial e da pesca, foi possível ver modelos de embarcações e trajes, bem como outros objetos ligados à vida marítima. A visita terminou no Pavilhão das Galeotas que alberga várias destas embarcações, em tamanho real, e também algumas embarcações tradicionais, tais como o valboeiro do Douro, o moliceiro de Aveiro ou a netinha da Nazaré.

Já no Planetário Calouste Gulbenkian, numa sala escura, o tecto iluminado por um conjunto de equipamentos que representam o céu noturno com grande precisão e detalhe, os jovens foram conduzidos pela História da relação do Homem com a astronomia. De volta à Escola Naval e depois de jantar ainda houve tempo para ver o filme "Eram Duzentos Irmãos" cuja história de ficção se desenrola na Escola Naval e que tem como personagens cadetes e oficiais da Marinha.

Lido 128 vezes Modificado em segunda, 30 abril 2018 17:01