sábado, 13 maio 2017 20:38

Tanto Mar: as Berlengas de alto a baixo

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O segundo dia da Academia Tanto Mar passou pelo Arquipélago das Berlengas. Do topo do farol ao fundo do oceano, o dia contou ainda com a presença do Primeiro-Ministro António Costa, à margem das celebrações do 35º aniversário da Reserva Natural das Berlengas. Depois de uma travessia sem incidentes até às Berlengas, os cinquenta participantes ouviram com atenção as indicações dos instrutores de mergulho. “Se relaxarem, vão desfrutar muito mais”. O mais importante no mergulho, ressalvou o responsável, “é não parar de respirar”. Isto de forma a manter os níveis de pressão interna em profundidade.

Ao longo do dia, as quatro equipas foram explorando o fundo do mar, conhecendo a fauna e flora locais. Depois do passeio subaquático, Fábio Remoaldo descreveu o mais marcante da sua experiência. “Estava à espera que os cardumes fugissem mas eles deixaram-se ficar na deles”, revelou, acrescentando: “é incrível ver a beleza da natureza – parece que o tempo para e não existe mais ninguém”.

Por volta da hora do almoço, as Berlengas receberam a visita do Primeiro-Ministro português, António Costa, acompanhado pelo Ministro do Ambiente, João Pedro Fernandes e o Presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia. Logo após o desembarque, o primeiro-ministro contactou com os participantes da Academia Tanto Mar, deixando votos de “uma boa semana”. Mais tarde, o chefe do Governo receberia também uma mochila de oferta das mãos do Presidente da Câmara de Peniche. A presença de António Costa prendeu-se com a assinatura de um protocolo para a criação da Rede Nacional de Biosferas da UNESCO. Na cerimónia de assinatura, o Ministro do Ambiente, João Pedro Fernandes, destacou a importância de entender as reservas naturais “como um ativo importantíssimo do País”, de forma a “valorizar o património natural”. “Conservar não é deixar como está”, destacou. De igual forma, o primeiro-ministro realçou que “cada território vale mais por possuir uma reserva natural da UNESCO”. A assinatura deste protocolo representa “laços que reforçam” no sentido de promover o conhecimento, o intercambio de experiências e a promoção destas reservas. O mar vivo De regresso a Peniche, os participantes tiveram ainda a possibilidade, depois de jantar, de assistir ao documentário “Live Sea”, da autoria de Susana Ferreira, docente do Politécnico de Leiria. “A preservação dos oceanos começa na consciência de que, a cada passo na rocha, podemos er centenas de espécies debaixo do nosso pé”. A frase surgiu perto do final do documentário e, para Susana Ferreira, a principal mensagem deste projeto. “Existe um desconhecimento”, garante a investigadora que acrescenta que, nesse sentido, se pretendeu “mostrar a forma como estas espécies vivem”. Um maior conhecimento desta realidade, sublinha a investigadora, pode levar a uma relação alternativa com a praia que não se resuma “a estender a toalha”. “Numa praia rochosa, por exemplo, é possível ter momentos de diversão a observar organismos bonitos e vistosos”, concluiu.

Lido 27 vezes Modificado em segunda, 30 abril 2018 16:46