
Ao longo do dia, as quatro equipas foram explorando o fundo do mar, conhecendo a fauna e flora locais. Depois do passeio subaquático, Fábio Remoaldo descreveu o mais marcante da sua experiência. “Estava à espera que os cardumes fugissem mas eles deixaram-se ficar na deles”, revelou, acrescentando: “é incrível ver a beleza da natureza – parece que o tempo para e não existe mais ninguém”.

Por volta da hora do almoço, as Berlengas receberam a visita do Primeiro-Ministro português, António Costa, acompanhado pelo Ministro do Ambiente, João Pedro Fernandes e o Presidente da Câmara Municipal de Peniche, António José Correia. Logo após o desembarque, o primeiro-ministro contactou com os participantes da Academia Tanto Mar, deixando votos de “uma boa semana”. Mais tarde, o chefe do Governo receberia também uma mochila de oferta das mãos do Presidente da Câmara de Peniche.
A presença de António Costa prendeu-se com a assinatura de um protocolo para a criação da Rede Nacional de Biosferas da UNESCO. Na cerimónia de assinatura, o Ministro do Ambiente, João Pedro Fernandes, destacou a importância de entender as reservas naturais “como um ativo importantíssimo do País”, de forma a “valorizar o património natural”. “Conservar não é deixar como está”, destacou.
De igual forma, o primeiro-ministro realçou que “cada território vale mais por possuir uma reserva natural da UNESCO”. A assinatura deste protocolo representa “laços que reforçam” no sentido de promover o conhecimento, o intercambio de experiências e a promoção destas reservas. O mar vivo De regresso a Peniche, os participantes tiveram ainda a possibilidade, depois de jantar, de assistir ao documentário “Live Sea”, da autoria de Susana Ferreira, docente do Politécnico de Leiria. “A preservação dos oceanos começa na consciência de que, a cada passo na rocha, podemos er centenas de espécies debaixo do nosso pé”. A frase surgiu perto do final do documentário e, para Susana Ferreira, a principal mensagem deste projeto. “Existe um desconhecimento”, garante a investigadora que acrescenta que, nesse sentido, se pretendeu “mostrar a forma como estas espécies vivem”.
Um maior conhecimento desta realidade, sublinha a investigadora, pode levar a uma relação alternativa com a praia que não se resuma “a estender a toalha”. “Numa praia rochosa, por exemplo, é possível ter momentos de diversão a observar organismos bonitos e vistosos”, concluiu.

