
O último dia da Semana Tanto Mar (7 de Setembro) ficou marcado pelas despedidas, pelos abraços carregados de alegria e nostalgia, e pela vontade de voltarem a reencontrar-se.
Antes de chegar à hora de despedida, houve tempo para visitar o Porto de Pesca, conhecer as embarcações, falar com pescadores e ainda visitar a lota e a plataforma de pescado fresco.

Foi sob um céu cinzento, e gaivotas que, curiosas, planavam sobre as suas cabeças, os jovens do Tanto Mar ouviram as histórias do Mestre Carlos.
Já com 20 anos de experiência no mundo da pesca, este pescador contou algumas das coisas que mais o surpreenderam no mar. Relembrou uma luta
entre um espadarte e um tubarão. "É uma luta impressionante e que termina com a morte do espadarte ou dos dois", conta. Falou ainda das redes e da vida de pescador. Da vida sem horários e do que se sofre nas viagens para o mar, com a ausência da família e com os vendavais. Na pesca longuínqua, por exemplo, já viu cairem ao mar 6 ou 7 homens. Mas também há coisas boas. E e ao nascer e ao pôr-do-sol que são as melhores alturas para pescar.

As gaivotas, como as que vês na fotografia principal, ajudam os pescadores a descobrir onde estão os cardumes quando a embarcação está no mar.
Houve ainda uma pequena sessão sobre o Porto de Peniche, e as alterações que sofreu ao longo dos anos, numa apresentação guiada por Ricardo Esteves, engenheiro e Responsável do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos.
Depois houve o regresso a casa. Uns de autocarro, até Lisboa. Outros foram esperados pelos pais em Peniche. Todos levam no coração uma semana intensa, profunda e com marcas que, segundo os próprios, ficaram para sempre.


Tanto Mar, Tanta Saudade


